Pai reclama da falta de segurança para ciclistas nas ruas de Joinville.

A Notícia – 19 de março de 2011

O AN.com.br recebeu a mensagem do internauta André Pagel Eidelwein, que faz um desabafo contra a falta de segurança para os ciclistas em Joinville. E contra a coincidência de dois eventos no mesmo dia e horário na Rua do Lazer. Este blog publica abaixo, na íntegra, a mensagem. Fica o convite para você ler e deixar opinião nos comentários deste blog.

Confira o comentário:

Quem pensa uma cidade? Quem organiza os eventos públicos de uma cidade? Quem libera os eventos em uma Cidade? Bom, em Joinville é a Prefeitura, representada pela CONURB, Policia Militar e demais órgãos ligados a área.

Sou Engenheiro Civil, Pai e Ciclista, logo é com este olhar que analiso Joinville. Quando estou andando de bicicleta com a minha filha “sobre a calçada do Batalhão”, e através do olhar,sou criticado pelas pessoas que caminham no local, olho para a ciclovia mal projetada logo ao meu lado e penso: Não vou arriscar a minha vida e a vida da minha família em um local mal projetado, onde diariamente os pneus dos carros colidem com as divisórias colocadas visivelmente de forma errada, entre a ciclovia e a pista de rolamento dos veículos.

Não é necessário comentar, mas todo o motorista que passa ao lado do Batalhão sofre com a grande quantidade de veículos, pistas estreitas, curva acentuada e os tachões de concreto logo ali ao lado. Só estamos aguardando um acidente.

Pior ainda aconteceu domingos passado, quando fomos para a Rua do Lazer, único local, por mais precário e improvisado que seja, para andar de bicicleta com minha filha durante o final de semana. Para a surpresa de todos, a cada 20 minutos, passando no meio das crianças e famílias da área destinada para pedestres, uma competição de bicicleta em alta velocidade.

Como ciclista pensei muito antes de escrever estas palavras, não sei se serei criticado pelos meus colegas de pedal, mas antes de ciclista, sou Cidadão de Joinville e Pai. Imaginem a situação: Seu filho de três anos andando de bicicleta em um local seguro, a uns 100 metros de você, quando derrepente no final da rua, sob o som de sirenes, vários carros e motos em alta velocidade, seguidos por dezenas de ciclistas, vindo na direção do seu filho.

Não é necessário falar mais nada para explicar o sentimento dos pais que estavam com suas famílias no local. Este tipo de erro não é admissível para o Administrador Publico, responsável por controlar e liberar este tipo de evento.

A Prefeitura, Conurb, Policia Militar, Guarda Municipal e Federação de Ciclismo deveriam estar mais atentos as conseqüências deste erro. Por que não cancelaram a Rua do Lazer neste dia? Por que não mudaram o trajeto da competição, pois logo do outro lado do Rio Cachoeira, a rua estava desocupada?

É claro que os envolvidos com o evento não perceberam a indignação de todos, mas passavam abaixo de vaias daqueles que tentavam utilizar o espaço. No momento que um pai mais exaltado não saiu do meio da rua, quando da chegada dos ciclistas a 50 Km/h ou mais, o mesmo foi retirado pela escolta policial de maneira grotesca.

Fica, então uma pergunta no ar: Quem estava invadindo o espaço de quem? A competição de “speed” ou o Usuário da Rua do Lazer.

Por que não fazer a prevenção antes que o acidente ocorra? Se os taxões de concreto não estão funcionando na ciclovia do Batalhão, por que ainda não foram retirados e a ciclovia reavaliada? Por que foram marcados dois eventos incompatíveis no mesmo local no mesmo dia?

Enfim todos têm uma certeza, quando ocorrer uma morte ou um acidente, não teremos responsáveis, será aquele “empurra-empurra” de responsabilidades, e talvez, quem sabe, os problemas sejam solucionados.

 

Ex-coordenador de radares do RS é preso.

GRACILIANO ROCHA
DE PORTO ALEGRE

Suspeito de integrar um esquema de direcionamento de licitações para radares de trânsito, o servidor afastado do governo do Rio Grande do Sul Paulo Aguiar foi preso na noite desta sexta-feira em Tupanciretã (389 km de Porto Alegre).

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A prisão preventiva foi decretada pelo juiz Luís Felipe Paim Fernandes, da 5ª Vara Criminal de Porto Alegre. Segundo o defensor do suspeito, ele se apresentou espontaneamente à Polícia Civil.

Aguiar foi exonerado na segunda-feira, após uma reportagem do programa “Fantástico”, da TV Globo, apontá-lo como dono de uma empresa supostamente envolvida em direcionamento de licitações para instalar radares e lombadas eletrônicas. O governo gaúcho cancelou um certame para contratar os equipamentos.

O pedido de prisão preventiva foi formulado pelo promotor Tiago Conceição. O promotor disse à Folha que, além dos indícios de “conduta ilícita” no direcionamento de licitações apontados pelo programa de TV, o servidor também já foi denunciado sob acusação de peculato e de falsidade ideológica no ano passado.

Segundo a acusação, Aguiar seria responsável por um contrato de monitoramento eletrônico de trânsito com a empresa Engebrás que teria causado prejuízo de R$ 13 milhões ao Daer (Departamento Autônomo de Estradas e Rodagem), autarquia do RS onde trabalhava.

Conceição afirma que Aguiar teria cometido peculato ao permitir que a empresa instalasse equipamentos usados quando o contrato exigia que fossem novos.

Para o promotor, a prisão preventiva foi pedida porque havia risco de Aguiar reincidir na suposta fraude.

OUTRO LADO

O advogado Daniel Gerber, que defende Aguiar, criticou a prisão. Segundo ele, o Ministério Público foi influenciado pela repercussão do caso na mídia.

“O pedido [da Promotoria] foi exclusivamente motivado pelo apelo midiático. Se o Paulo Aguiar já está afastado das atividades dele, como é que ele em liberdade poderia continuar delinquindo?”, questionou o advogado.

Sem mencionar o teor do despacho, Gerber também criticou a decisão pelo juiz –que, segundo ele, agiu politicamente: “O magistrado desabafou todas as frustrações com o que há de errado com o país no meu cliente.”

Folha não conseguiu localizar o representante da empresa Engebrás para comentar o contrato com o Daer que originou a denúncia criminal contra Aguiar em dezembro passado.

 

Deficiente visual arranca placas de trânsito para realizar protesto.

Notícia do Dia.
Publicado em 17/03-19:28 por:
Aldo Urban. Atualizado em 17/03-21:24

Odair Pavesi, psicólogo de 46 anos, retirou sinalizações instaladas em altura inferior à determinada pela legislação em Joinville

Sandro Alberto Gomes
@SandroGomes_ND
JOINVILLE
Joyce R. Giotti/ND

Motivo: Odair Pavesi se feriu após bater a cabeça em placa no Centro de Joinville


Setenta e quatro dias após ferir a cabeça em uma placa de trânsito instalada abaixo dos 2,10 metros determinados pelo Código Brasileiro de Trânsito e ter denunciado a situação, o psicólogo e deficiente visual Odair Pavesi, 46 anos, realizou um protesto diferente nesta quarta-feira (16). Ele arrancou, literalmente, duas placas que estavam nas mesmas condições e as levou até a Conurb – Companhia de Urbanização de Joinville. O novo diretor de Trânsito da companhia, Renato Godinho, reprovou o gesto.

A primeira placa arrancada ficava em frente ao Shopping Mueller, no cruzamento das ruas Felipe Schmidt e Pedro Lobo. A princípio, Pavesi pretendia desparafusar a placa, mas como havia rebites de fixação, decidiu arrancá-la inteira, calmamente. A sinalização de conversão à direita estava a uma altura de aproximadamente 1,70 m de altura em relação ao chão.

Minutos depois, ele foi até a esquina das ruas 9 de Março e João Colin e arrancou a segunda placa, de conversão à esquerda, que estava ainda mais baixa, a cerca de 1,50 m. Ele pretendia arrancar outras sinalizações de trânsito que considera irregulares e estão instaladas no centro, mas deu-se por satisfeito. Um brilho nos olhos iluminava sua face quando decidiu entregar as placas na Conurb, para evitar possível acusação por roubo ou depreciação de patrimônio público.

Antes disso, ele ficou surpreso ao constatar que exatamente em frente ao prédio da companhia, na rua 15 de Novembro, duas placas estão abaixo da altura preconizada pelo CBT. Para agravar, um buraco com aproximadamente um metro e meio de profundidade está ao lado da faixa de pedestres, uma armadilha que pode ser fatal para quem não enxerga ou mesmo está distraído. “Eu podia morrer se caísse aqui”, diz, enquanto tenta alcançar o fundo da cratera com sua bengala.

Ferimento em acidente

No dia 3 de janeiro, Pavesi andava pela rua 9 de Março, esquina com a Comandante Lepper, quando sofreu um acidente por causa de uma placa que não respeitava a altura. Ele cortou a testa ao bater a cabeça na placa que estava a 1,64 m de altura. Do mesmo modo que a deficiência visual, vai levar a cicatriz pelo resto da vida. Na época, a Conurb informou que havia notificado a empresa responsável pela colocação das placas. O prazo para a correção do problema seria de 60 dias. Como até ontem nada havia mudado, o protesto se configurou.

Pavesi diz que não entende como em locais nobres do Centro da cidade, a exemplo do Shopping Mueller, que é um ponto turístico, ainda seja possível encontrar sinalizações fixadas de forma irregular, pondo em risco a segurança de deficientes visuais. “Imagine então nos bairros como está a situação”, observa, acrescentando que “a Conurb tem uma forma simplista de resolver as coisas, achando que é só notificar a empresa”.

Segundo ele, numa caminhada de uma hora pelo Centro, é possível deparar-se com inúmeras placas irregulares. Na semana passada, ele se deparou com a placa em frente ao shopping. Foi a gota d´água, o estopim para o protesto: “Pensei! É demais”, relata. “Como a Conurb não cumpriu o que havia acordado quando sofri o acidente, não tem moral para cobrar nada de ninguém”, disse, ao refletir que existe a possibilidade de ser rechaçado, responsabilizado ou processado pelo protesto.

“Mas aí vai ficar no zero a zero. Também estou processando eles. É melhor me processarem que outra pessoa se ferir por um erro deles. Um erro que não precisa existir, porque há normatização. A Conurb, que tanto cobra o cumprimento da lei, deveria dar o exemplo”, critica.

Especialização em psicologia

Nascido em Vidal Ramos há 40 anos, Odair Pavesi mora em Joinville. Nasceu com glaucoma, doença que evoluiu até tirar-lhe a visão aos 14 anos. Mesmo cego, Pavesi formou-se em psicologia pela Univali. Ia de Joinville a Itajaí diariamente para estudar. Andava 6 km diários na ida e volta da rodoviária à universidade e vice-versa.

Depois, fez especialização em psicodrama e obteve título de especialista em psicologia hospitalar. Com tanto conhecimento, além da sensibilidade adquirida pela evolução de outros sentidos, Pavesi percebe que a situação está piorando para os deficientes visuais em Joinville. “Nunca vi tanta dificuldade para me locomover”, comenta.

A confiança, reforça ele, é uma das coisas mais importantes para a pessoa cega. E compara: “É o oposto do São Tomé, que só acredita vendo; o cego tem que acreditar sem ver. Quando a gente vai para a rua, tem a confiança que não vai encontrar um buraco pela frente. Mas hoje a gente sai com uma sensação de medo”.

Ação contestada

Recém-empossado como diretor de Trânsito da Conurb, Renato Godinho recebeu as duas placas de sinalização das mãos de Odair Pavesi. O diretor explicou que, como a diretoria e presidência da companhia assumiram recentemente, será necessário um tempo para que a situação se regularize e possa voltar a cobrar o cumprimento do prazo da empresa responsável pelo serviço.

Ao mesmo tempo, contestou a ação, advertindo Pavesi que pode colocar vidas em risco. “Você não pode tirar as placas de trânsito, você pode causar um acidente. Placas de trânsito não podem ser retiradas da via. Você está dando um péssimo exemplo, algo que eu não esperava de você. Um erro não justifica o outro”, contestou Godinho, ao informar que, em nome da amizade com Pavesi, o gesto será relevado e as soluções pensadas para o mais breve possível.

Máfia das multas e lombadas eletrônicas fatura R$ 2 bi por ano.

Esta matéria foi divulgada no Fantástico no dia 13-03-2011 e pode ser vista AQUI.

Será que aqui em Joinville estamos tão errado em reclamar da Conurb?

 

Máfia das multas e lombadas eletrônicas fatura R$ 2 bi por ano.

O repórter Giovani Grizotti mostra o retrato escandaloso de como funciona a indústria das multas no Brasil.

O Fantástico foi até a periferia de uma cidade do interior do Rio Grande do Sul para documentar uma situação absurda: um edital que está pronto para ser publicado prevê a instalação de uma lombada eletrônica em uma rua de chão batido, onde só passam carroças e bicicletas e onde galinhas dividem espaço com poucos pedestres. O que está por trás desse escândalo? Corrupção.

Fraudes e muitas negociatas. É um retrato escandaloso de como funciona a indústria das multas no Brasil. Uma indústria que fatura R$ 2 bilhões por ano.

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Fotógrafo é agredido por proprietário de concessionária da Conurb.

Matéria do Gazeta de Joinville.

ROGÉRIO GIESSEL
rogerio@gazetadejoinville.com.br

Uma covarde agressão física sofrida pelo fotógrafo Paulo Caetano, do jornal A Gazeta de Joinville, e que teve como autor, Sidney Martins Carlos, o Sid, proprietário da empresa Guincho Truck Auto Socorro Ltda, concessionária da Companhia de Desenvolvimento e Urbanização de Joinville (Conurb), deixou ainda mais claro a certeza de impunidade que paira sobre os envolvidos na questionável fiscalização de trânsito feita em Joinville. A Guincho Truck, é a empresa responsável pela remoção dos veículos apreendidos pela Conurb.

Na manhã do último dia 2, a equipe de reportagem da Gazeta, foi até a empresa concessionária para apurar uma denúncia feita pela dona de casa, Rosemar Vallim, 51 anos, que teve seu veículo danificado pela empresa de Sidney. (Leia matéria abaixo) Após inúmeras tentativas da equipe para ouvir o proprietário da Guincho Truck Auto Socorro Ltda, o fotógrafo Paulo Caetano resolveu fotografar a fachada da empresa, quando inexplicavelmente começou a ser espancado por Sidney Martin. Ensandecido e com uma covardia sem precedentes, Sidney desferiu socos e pontapés no fotógrafo.

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